Ausências e Estrelas
Pedi às estrelas com a delicadeza de quem sussurra para não quebrar o silêncio do infinito. Ergui os olhos, como quem estende as mãos para algo que nunca prometeu segurar de volta. Falei com o universo em uma língua sem som, feita de cansaço, de esperança insistente, e de perguntas que não sabem morrer. Esperei. As estrelas continuaram ardendo, indiferentes e belas, como se cada brilho fosse uma resposta que eu não sabia traduzir. O universo seguiu expandindo, sem pressa, sem pausa, sem sequer notar o peso das minhas palavras. L. G. Unger



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