Ausências e Estrelas

 


Pedi às estrelas
com a delicadeza de quem sussurra
para não quebrar o silêncio do infinito.

Ergui os olhos,
como quem estende as mãos
para algo que nunca prometeu segurar de volta.

Falei com o universo
em uma língua sem som,
feita de cansaço,
de esperança insistente,
e de perguntas que não sabem morrer.

Esperei.

As estrelas continuaram ardendo,
indiferentes e belas,
como se cada brilho fosse uma resposta
que eu não sabia traduzir.

O universo seguiu expandindo,
sem pressa,
sem pausa,
sem sequer notar
o peso das minhas palavras.

L. G. Unger

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